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Minha História

 

 

Nasci recebendo o nome de JUAREZ FREINER RODRIGUES, dia 20 de dezembro de 1953 no quarto de um apartamento na Av. Ipiranga esquina Baronesa do Gravataí, em Porto Alegre/RS, de um parto por parteira, acompanhado pelos meus pais,

LIBERATO GAMA RODRIGUES

(20.12.1928, falecido) e

LOURDES HELENA FREINER RODRIGUES

(12.09.1927 a mil). Fui o segundo filho,

na verdade seria o do meio. Minha

data de nascimento coincide com a

do meu pai, estranho para mim, mas

 ele garantiu, ainda em vida, que foi

mera coincidência. O meu nome foi

escolhido pela minha mãe, pois

gostou do nome que uma vizinha

tinha dado para o seu filho, e

assim tornei-me JUAREZ.

Após alguns anos meus pais

mudaram-se para a avenida

Aparício Borges, quase esquina

São Miguel. Uma ampla casa, que

de mim só vem lembranças do

correr em frente à casa onde tinha

um gramado. A turma de irmãos ficou em três, deste casamento. Eu, meu irmão mais velho, LIBERATO FILHO e o mais novo, PAULO CÉSAR.

Os meus avós maternos eu nunca conheci. Minha mãe nasceu na cidade de Veranópolis, depois indo para Lagoa Vermelha na sua infância, e vindo para Porto Alegre  quando casou. Seus parentes, em sua maioria, ficaram na cidade de Esteio/RS.

Com os avós paternos, tive mais sorte, e conheci a vó LÉLIA GAMA RODRIGUES, pois o avô LIBERATO tinha sido assassinado numa cancha reta, por ter ido fazer cobrança de dívida, de arrendamento de terras.

Das lembranças boas de guri uma delas foram as idas até a praia Pedra Redonda, no lago Guaíba, antes de Ipanema. Éramos farofeiros e como a extensão de areia era pequena do muro de pedra das casas até a água, ficava bem seguro para nossa mãe nos cuidar e fazermos a alimentação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Outra era a da feira-livre, onde meu pai junto com minha mãe tinham uma banca de frios, chimias e enlatados, acoplados num caminhão Studebacker.  Cada ida à feira, era uma farra e comíamos muito queijo com goiabada. Nesta feira minha avó LÉLIA possuía uma banca de aviamentos, muito procurado na época..

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Era um período bom, onde sempre tínhamos alimentação ampla e fomos morar em Teresópolis, na Pedreira, onde meu pai comprou uma casa. Era uma rua sem saída em direção ao céu, melhor ao morro. Era identificada como Rua Otávio de Souza, 235 casa 10. Hoje, com asfalto primário, a rua tem o nome de Nossa Sra. da Saúde.

Naquela época, por volta de 1958, não havia linha de ônibus para lá, somente uma linha de bonde, o bonde Gaiola, que se sacudia todo à medida que aumentasse a velocidade.

Aos 6 anos de idade, fui surpreendido com a separação de meus pais, com a mãe grávida de um terceiro filho. Sem demora, meu pai conviveu com uma mulher, ROSINA, que morou conosco e teve dois filhos com ele (CLÁUDIA e PATRÍCIO). Aí a coisa começou a mudar, éramos dois, quase adolescentes, mais duas crianças pequenas que exigiam muitos cuidados e alimentação.  A alimentação escasseou e as dificuldades aumentaram. Mas mesmo assim, estudávamos no Colégio Cruzeiro do Sul, onde sempre tirávamos boa notas e éramos considerados no colégio.

Até o ano de 1964 ficamos no Cruzeiro eu e meu irmão LIBERATO. Depois fomos para o JULINHO, Col. Estadual Júlio de Castilhos, através da movimentação de nosso pai, decisiva, pois não eram permitido alunos de outros bairros, nosso caso. Mas, chegamos para um amplo colégio, diferente de tudo que convivíamos. Nosso turno foi o da manhã e sempre tínhamos que acordar muito cedo e pegar o bonde, pois as aulas começavam às 07:40h. Foi um período fantástico, esse da convivência juliana.

A vida vinha a nos trazer muitos desafios e aos 13 anos de idade, devido à carência em amplos sentidos, tivemos que trabalhar e assinamos carteira de menor aos 13 anos, turno inteiro. Eu, na Garema Malhas Hering, como office-boy.  E, obrigatoriamente, fomos para o período da noite, onde havia somente pessoas mais maduras e outro grau de exigência escolar.

Morávamos com o pai ainda, e os conflitos com a madrasta ROSINA continuavam em nível acentuado. Ainda por cima, éramos impedidos da convivência com nossa mãe e o policiamento ostensivo sobre nossas atividades de juventude.

O mundo estava em ebulição. Já estávamos nos anos de 1967 em contínua transformação de ideias e ideais. Mas nós dois éramos uns bobocas. Reprimidos ao extremo. Era a forma encontrada na época.

Com a continuidade dos conflitos em casa, a solução encontrada por meu pai foi a saída desta madrasta e a chegada de outra, a HELOÍSA, mais culta, de maior acesso, mas que teve com o pai dois filhos, o LEANDRO e o LEONARDO. Depois desta, veio a madrasta HELENA e sua filha NATÁLIA.

Aí então, como sempre éramos desconsiderados naquilo que achávamos  importante, nossa dignidade, pois aos 13 anos ainda íamos ao barbeiro, levados por nosso pai, para cortar cabelo “reco”, de milico, apanhar de cinta na rua, e desfilar perante aos jovens da época. Muita  vergonha sentíamos!

Até aí, meu pai já tinha trocado de profissão, era dono de um micro-ônibus de 20 lugares, com concessão para a linha  Bom Jesus que inaugurava. Nos momentos de folga nós servíamos de cobrador e ganhávamos um valor para diversão.

No período de criação de meu irmão mais novo, minha mãe foi morar num “cortiço”, moradias tipo “JK” na Av. Alberto Bins quase esquina Coronel Vicente, com uma escadaria enorme, pois os cômodos ficavam a dois níveis abaixo da calçada. Aguardava a entrega de um apartamento que tinha comprado na rua Santa,667, no edifício Centauro.

Aos 14 anos de idade, eu e meu irmão de 15, fugimos da casa do pai, na típica cena, com os seus mijados. Fomos para a casa da mãe, e em seguida seguimos para outra casa de parentes dela nessa noite, por medo de represálias de meu pai. O que não aconteceu. Depois ele nos disse que nunca iria atrás de filho. Também já tinha demais!!

A convivência com a mãe foi bem diferente. Tínhamos liberdade, mas também muita responsabilidade, pois o pai jamais contribuiu com qualquer ajuda financeira para nós e ela nunca exigiu isto judicialmente.

Continuávamos a estudar e trabalhar, neste ano. Depois veio a necessidade de inscrição no quartel e ficamos sem trabalho, sem remuneração. E no grupo de amigos da nova residência, no Centauro, nos encaixamos pela paixão pelo futebol. Fizemos amizades facilmente.

Aí nossas amizades foram ampliando e o inevitável aconteceu. Os apelidos foram dados, nunca se sabe por quem, mas eles vem e ficam. Assim, eu JUAREZ, antes era ALEMÃO, tornei-me MASSA; meu irmão LIBERATO, já era LECO e continuou assim, outro irmão PAULO CÉSAR tornou-se TENENTE ESCOVINHA.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Assim fomos conhecendo e interagindo com nossos novos amigos, entre eles MARQUETTI, RONEI, PARÁCLITO, PEDRÃO, BETO, ZECA, PELANCA, MÁRIO, FRAGOSO, BEBETO ALVES, JOÃOZINHO COLLARES, ROBERTO, CHINÊS  e a turma das gurias capitaneadas por JANE , MARIA, LUIZA, MARIA HELENA, JANETE, ELIANE e ROSANGELA.

A  partir de 1969  a nossa mãe foi para o Rio de Janeiro realizar seu sonho de ser atriz teatral, e vivíamos de valores enviados por ela. O dinheiro foi se escasseando e partimos para trabalhos fortuitos de pinturas de camisetas e artesanato. Apoiados em inúmeros momentos por nossa tia GLÁDIS, irmã do pai.

Tempo de muitas agitações políticas, esportivas e sociais. Muita reunião-dançante... E o melhor de tudo, é que elas aconteciam lá em casa, dentro do apartamento. Limpávamos um quarto e rolava som e muita dança colado.

Terminei meus estudos no Julinho em 1971, último ano antes da reforma educacional no Brasil, já com os ditames do sistema ditatorial, após golpe militar. Não consegui prestar o vestibular de 1972, pois não tinha como pagar a inscrição e não consegui ajuda financeira de nenhuma parte,

Saí em busca de emprego e consegui ingressar no banco Sul Brasileiro, Ag. Otávio Rocha. Em 1974 fiz o vestibular e consegui ingressar na UFRGS, em Economia no 2º semestre. Recebi esta notícia no rádio, em casa, sozinho, ao lado de uma xícara de café preto, na cozinha. Foi um berro só!!

A vida só estava começando! Formei-me em 1978 e depois fui fazer Pós-Graduação em Economia Rural na turma de 1980. Consegui sair Especialista.

Neste momento dentro da Faculdade de Economia, conheci uma estudante de pós-graduação em Sociologia, que veio abrilhantar minha vida com a chegada de duas filhas, HAIDÉE, Assistente Social  e a NÁTALI, Enfermeira.

 

Daí, muitas siglas surgiram em minha vida.

Vamos lá! PRODESA, ACPA, FUNDASUL, RTVGAUCHA, RBS, ARBS, CCGL, MBM, MESBLA, JÁ EDITORES, SEGMENTO PESQUISAS, MERCAROL, ESPM, IPERGS, FEBEM, FASE, TUDO-PERTO, MP...

Em 1990 buscando novos caminhos, ingressei na ESPM no curso de Pós-Graduação em Marketing. Uma experiência inesquecível com os colegas e o aprendizado.

 

 

E a vida para mim seguiu caminhos inesperados, tortuosos, e colocou-me numa encruzilhada. Seguir ou desistir ? Algo maior que eu e talvez maior que todos, desafiou-me a realizar meus sonhos e a cuidar e acompanhar os caminhos das minhas filhas. Aceitei o desafio. Aqui estou!

A vida sempre me aprontando....surpresas e situações inesperadas! Mas isto não é ruim. Deixa, na maioria das vezes, um olhar inquie-

tante e desafiador. Mas quem não gosta de desafios? E eis que estou a vender publicidade para um Guia de Bairro, criado para uma Editora e comercializado  por mim, no Bairro Floresta. Entro e saio de quase todos os estabelecimentos e quando percebi já estava no início

da rua Assis Brasil, bairro São João.  Subindo as escadarias sem olhar o nome do estabelecimento, chego ao balcão pedindo para conversar com o responsável. Aí é que me dou conta aonde estava!

O Instituto Lafayette que realizava cursos de massoterapeuta e afins. Eu estava num lugar sempre sonhado, idealizado! Apesar das dificuldades financeiras em que eu

me encontrava, negociei o prazo

e conclui o curso de

Massoterapeuta, excelente

profissionais, como a Prof. Mara

na foto ao lado do diploma e

uma turma de amigos

sensacionais. Sigo com este

trabalho, e, modéstia a parte, ou

muito bom profissional.

A clientela é quem diz. Fiz

especializações nesta área e a

cada cliente uma nova amizade.

Não vou parar tão cedo!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Outro sinal iluminado aconteceria num dia

de sol radioso às 10h da manhã, num

domingo em fevereiro de 2011. Caminhava

em direção à Redenção por volta das 10h

da manhã, de cuia e térmica na mão,

num dia lindo de sol. E ao atravessar uma

rua perto de casa, sinto um bater nas

minhas pernas e ao olhar, um cachorro

desesperado e ao atravessar a rua parou

com medo dos carros, foi pra avenida

assustado e eu disse em voz alta: vai

morrer, pára!!! Pára!!!. Ele paralisou,

mandrakeou, e eu o peguei

no colo. Procurei seus donos por uma

semana e nada! Conversando com ele eu

disse: agora tu terás uma casa, um nome,

alimentação, todas as vacinas e uma boa

escola! Que idades tens?  Hum, descobri...1 ano e 2 meses. Qual nome? Salomão é bom? Ótimo!!! Eu tenho apelido, MASSA e tu terás o teu, SAL. Já estamos juntos há mais de 2 anos. Os acontecimentos fazem eu repensar a minha vida e a qualidade de meus momentos.

E me fiz melhor! Nada melhor que o encontro consigo mesmo! Com suas inquietudes e com sua vontade de gritar e libertar suas coisas, que não devem ficar escondidas, e permitir mostrar-se, sem receio de críticas. Enfim, libertar-se. E é tão bom ser liberto. Liberte-se também!!!

Não te apoquentes, e conosco, venhas tomar aquele café com aroma, sabor  e um baita estimulante cerebral!!!

OS MASSINHAS são para isto!!!