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Massinha – O começo

Nos tempos de colégio, no Julinho, lá por volta de 1966, aos 13 anos de idade, eu já era muito entusiasta do desenho. Adorava meus colegas desenhando figuras humanas, rostos de preferência. E o que mais me marcou foi um colega que, depois das feições desenhadas, e estava já bonito, pegou a ponta do lápis, triturou-a, raspando o grafite  em cima do desenho  e começou a passar o dedo, dando-lhe um

 tom de pele.

Pensei, como gostaria de fazer

assim também! E sempre me via

rabiscando, tentando dar forma

a pessoa e objetos.

Aos 16 anos e sempre que precisava

escrever meu nome ou assiná-lo,

fazia um J fechando ele embaixo e

 sem querer errei. Fechei o J em cima

e vi a possibilidade de criar um

personagem, um boneco, sei lá...

e saiu...o MASSINHA...

Gostei tanto e pensei que ele não

poderia ficar sozinho, teria que ter amigos, femininos e masculinos. E assim o lápis começou a correr nas folhas em branco e a borracha a lapidar as figuras... Muitos eram só traços incompletos, outros criando formas humanas.

E como minha mente não se calava nunca, e mandava, não dizia, para eu escrever coisas ligada a sentimentos, minhas privações e lamentações....tudo isso ia nas folhas de rascunho, ladeira abaixo...sem travas.

Porém, o travado era eu! Toda essa produção era devidamente escondida numa pasta de cartolina, como a guardar segredos, como se impossíveis fossem revelados.

Com o decorrer do tempo essa pasta foi engordando, enfim era uma gravidez assistida!

Cada vez em que eu abria a pasta, criava um novo personagem, e a maioria deles, eram de pessoas conhecidas, principalmente por suas vestes . E essa pasta ficou socada dentro de um armário.

Aos 56 anos de idade, já integrado ao projeto GURIS DO CALENDÁRIO, da

psicóloga Márcia Papaleo, e com a auto-estima  já elevada pelo processo inteiro, de terapia em grupo

e participando de atividades culturais

e de divulgação do mesmo, senti-me

pleno para buscar coisas que  dessem

continuidade neste processo de inteira

felicidade pela qual estava passando.

E a ferramenta terapêutica GURIS DO

CALENDÁRIO deu o empurrão final.

Pois este projeto não só me deu

alegria no viver, bem como fez eu

aceitar meu corpo e liberar-me

através da dança e das festividades.

 

Num desses faxinões que faço em casa, quando estou fora de mim, tirei tudo dos armários e preparando  para colocar um monte de cacarecos fora, me deparei  frente a frente com ELA, empoeirada, cheia de rabiscos em sua capa. Meu coração disparou, minhas mãos ficaram indecisas, e de tanto tempo sem abri-la, anos a fio, peguei-a, sentado no chão, e a abri. Foi um imenso prazer e encantamento.

Depois desse encontro, ao olhar

ternamente o que tinha sido feito, de

forma amadorística,  juvenil. Disse: está

na hora de jogar todas essas inquietudes

para fora, sem medo, sem preconceitos, e

que venham críticas! Mas sei que elogios

também virão!

Saindo para tomar um ar na sacada do

apartamento, que dá de frente para o

Protásio, notei que os tomateiro estava

carregado de tomates cerejas e percebi

que a natureza faz sua parte e dá frutos,

então sou parte dela também, vou

frutificar!

Ficou o trabalho feito, quadro a quadro, com textos que mudavam a cada olhar, a cada inquietude. Mas procurava dar bom-humor e questionar determinadas coisas.

Faltava alguém para organizar, diagramar e editar tudo isto. Surgiu o encontro com o Gilberto da Exclamação, longo parceiro de nossas jornadas... do 1 ao 4, por enquanto!